1# SEES 22.1.14

1#1 VEJA.COM
     1#2 CARTA AO LEITOR  A VIDA COMO ELA 
     1#3 ENTREVISTA  DICK COSTOLO  A DEMOCRACIA DIRETA NA WEB
     1#4 MALSON DA NBREGA  UMA NOVA IDEIA PARA DESENVOLVER O NORDESTE
     1#5 LEITOR
     1#6 BLOGOSFERA

1#1 VEJA.COM
GLTEN: RUIM PARA QUEM?
Depois do ovo, da carne vermelha e da frutose, chegou a vez de o glten, protena presente no trigo, no centeio e na cevada, assumir o posto de vilo da sade. Enquanto celebridades atribuem seu corpo magro  dieta sem glten, alguns especialistas iniciaram um movimento para provar que a substncia faz mal e est ligada ao aumento de casos de doenas graves, como as cardacas e Alzheimer. Boa parte do que se alardeia sobre ela, por enquanto,  especulao. "O glten  uma protena complexa, mas o tubo digestivo de pessoas livres de doena celaca est preparado para digeri-lo sem nenhum problema", diz Flvio Steinwurz, gastroenterologista do Hospital Albert Einstein e do Colgio Americano de Gastroenterologia. 

CHICK LIT AVANA
De carona no bom momento da literatura juvenil no Brasil, que cresceu 22,2% entre janeiro e novembro de 2013 sobre o mesmo perodo de 2012, as editoras investem em autoras para fisgar os leitores adolescentes - e, em especial, as leitoras. Reportagem do site de VEJA apresenta as novas apostas nacionais do segmento, as escritoras Carina Rissi, Bruna Vieira e Patrcia Barboza, que seguem a trilha de nomes consolidados como Thalita Rebouas e Paula Pimenta e j tm lugar marcado na vida e nas estantes das leitoras, com vendas que, juntas, superam 100.000 exemplares. 

AQUECIMENTO PARA O MUNDIAL
Em meio  contagem regressiva para o pontap inicial da Copa, o site de VEJA estreia uma programao diria sobre a grande festa do futebol. Da memria do torneio s projees para 2014, o torcedor encontrar um cardpio variado para se preparar desde j: 
Segunda: listas e rankings com o melhor da histria das Copas e fotos exclusivas do arquivo da Editora Abril 
Tera: o retrospecto dos duelos entre os participantes do Mundial e as transformaes sofridas pelo torneio 
Quarta: a viso dos estrangeiros sobre o evento no Brasil e as partidas inesquecveis das edies passadas 
Quinta: os personagens que prometem fazer barulho na competio e um raio X dos uniformes dos 32 times 
Sexta: as grandes lendas das Copas do passado e as melhores reportagens de VEJA desde o Mundial do Mxico em 1970 


1#2 CARTA AO LEITOR  A VIDA COMO ELA  
     A ideologia  a mitologia moderna. Todo fenmeno que escapa ao entendimento imediato tende a ser resumido pelo foco curto da lente ideolgica. Foi o que se viu no Brasil em junho do ano passado, quando os brasileiros das grandes cidades foram s ruas aos milhares demonstrar uma insatisfao difusa, mas real e poderosa, com os rumos do pas. Pelo que se podia ler nos mais de 500 cartazes diferentes fotografados nas ruas, havia gente protestando contra a m qualidade da educao, a insegurana das cidades, a impunidade dos poderosos, a poluio ou o alto preo dos alimentos. Mas cada idelogo encontrou nos protestos a prova material de suas convices. Os de direita viram neles a fadiga do modelo petista de governar. Os de esquerda explicaram a revolta popular pela lgica segundo a qual os feitos do PT foram obliterados pela narrativa negativa que a imprensa faz do governo. As duas vises so mopes. Elas desumanizam as pessoas, reduzem-nas a categorias estereotipadas que servem de sustentao s mitologias ideolgicas dos analistas, mas no explicam nada. No iluminam a realidade. 
     Uma reportagem desta edio de VEJA mostra que mais uma vez os idelogos correram a simplificar, cada um conforme sua convenincia, um fenmeno urbano brasileiro indito e complexo, os "rolezinhos", reunies de dezenas, centenas e at milhares de jovens combinadas via internet e que tm lugar em shopping centers, em geral,  da periferia das grandes cidades. A mitologia os pinta ora como protomarxistas em franca insurreio contra o capitalismo, ora como vndalos sem causa, hipnotizados pelos tnis da moda e dispostos a quebrar vitrines para obter o objeto de seu desejo. 
     Eles no so nada disso. Os reprteres da revista saram a campo justamente para tirar o fenmeno do terreno da mitologia e substituir abstraes por fatos. Eles foram ouvir os personagens que iniciam os rolezinhos nas redes sociais e saber o que pensam. A fala desses jovens descortina um mundo real muito mais rico e complexo do que o das teorias. H um certo fatalismo, fruto da sensao contraditria de liberdade e aprisionamento que a vida nas megalpoles produz. Mas nada desesperador. Os jovens no se reconhecem na imagem que fazem deles seus defensores, cuja ajuda eles no pediram e da qual tampouco precisam, nem na de seus detratores. Deixar-se surpreender por esses rapazes e moas  a nica maneira de decifr-los. Foi o que fizemos. O resultado est na reportagem que comea na pgina 40. 


1#3 ENTREVISTA  DICK COSTOLO  A DEMOCRACIA DIRETA NA WEB
O presidente do Twitter explica como a vida off-line foi transformada pela avalanche de opinies (muitas vezes sem limites, radicalmente polarizadas) das redes sociais.
FILIPE VILICIC, DE SO FRANCISCO

Desde que o americano Dick Costollo assumiu a presidncia do Twitter, em 2010, substituindo Evan Williams, um dos fundadores do site, ele transformou o que era uma simples promessa do Vale do Silcio  que nem apresentava lucro relevante  em um gigante do mundo digital que fatura mais de 400 milhes de dlares por ano (em ritmo exponencial de crescimento), que vale em torno de 50 bilhes de dlares na Bolsa de Valores de Nova York e possui mais de 2000 funcionrios. O IPO (oferta inicial de aes, na sigla em ingls) do Twitter, anunciado em novembro passado, foi o segundo maior de uma empresa da internet, atrs apenas do realizado pelo Facebook em 2012. Costolo, que assumiu o cargo a pedido do conselho do Twitter numa estratgia para amadurecer a companhia  quando estava nas mos dos jovens fundadores da rede social, os funcionrios at fumavam maconha, acompanhados de celebridades, dentro do escritrio , tem larga experincia na indstria. Criou e vendeu uma srie de startups desde os anos 90, sendo a mais bem-sucedida a FeedBurner, ferramenta que auxilia sites e blogs a espalhar contedo on-line, adquirida pelo Google por mais de 100 milhes de dlares em 2007. Costolo falou a VEJA em So Francisco sobre como as redes sociais transformaram nossa vida, on-line e off-line. 

Em todo o mundo, muita gente tem usado o Twitter e o Facebook para disseminar protestos que chegam s ruas. As redes sociais deixaram de ser apenas plataformas por meio das quais as pessoas contam futilidades de sua vida? 
As redes viraram companheiras prximas e indispensveis das pessoas. Quando eventos ocorrem em nossa vida off-line, h reflexos claros no Twitter e em outras redes sociais, seja quando o papa visita o Brasil, seja durante o sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2014, ocasio em que 1,7 milho de posts foram publicados a respeito do tema no Twitter. Somos compelidos a escrever na internet sobre os momentos que nos fascinam. s vezes esse acontecimento  um programa de TV. Em outras situaes, so protestos contra governos. Um dos comentrios mais comuns que ouvimos de usurios de pases como a Tunsia e o Egito  que a beleza de plataformas como o Twitter  permitir aos cidados ter contato direto com fatos que ocorrem ao redor do mundo, aos quais dificilmente teriam acesso de outra forma. Percebem, tambm, que podem ajudar, ainda que a distncia, na batalha por causas, como a derrubada de uma ditadura.  uma via de mo dupla, pela qual os reprimidos se expressam, ganham voz mesmo em pases submetidos  censura, enquanto outros passam a ouvi-los. 

O uso eficiente do Twitter foi fundamental para o sucesso da campanha poltica de Barack Obama nas duas ltimas eleies, no ano passado e em 2008. As redes sociais mudaram a forma como se faz poltica? 
Completamente, j que elas possibilitaram que a comunicao entre todas as pessoas seja instantnea e sem intermedirios. Antes, funcionava assim: fazia-se um debate entre dois candidatos; no dia seguinte, os partidos soltavam um release defendendo seus respectivos polticos e a imprensa analisava a situao; s ento o eleitor balanceava os lados para formar sua opinio. Agora, as pessoas veem o debate na TV e escrevem na hora, na internet, o que pensam sobre cada candidato. As opinies se espalham rapidamente pela web e podem levar um poltico ao sucesso ou ao fracasso em questo de horas. Revistas, jornais e sites monitoram o que  dito nas redes para medir a aceitao de cada candidato. As campanhas polticas so feitas pensando em como aproveitar da melhor forma o Twitter.  

Os usurios de redes sociais parecem se sentir mais  vontade para expressar suas opinies, por mais radicais que elas sejam. Vivemos uma era de exagerada polarizao, quase sem meios-termos. Na internet, enfim, vale tudo? 
A internet facilitou a comunicao entre seres humanos e ajudou as pessoas a encontrar outras com opinies similares. Isso criou um ambiente no qual todos se sentem menos hesitantes para falar sobre o que quiserem. E, quanto mais um indivduo v outro escrevendo o que pensa no universo virtual, mais se sente motivado a fazer o mesmo.  um ciclo que deixou as pessoas  vontade na web. Acredito, porm, que essa caracterstica j no se restringe ao mundo on-line. Observo que afetou tambm o off-line, onde ns passamos a ter mais desenvoltura para falar sobre o que pensamos. 

Por que o Twitter escolheu limitar cada post publicado ao espao de 140 caracteres? 
Em nossas pesquisas, conclumos que esse  o tamanho ideal por dois motivos. Primeiro, o usurio no precisa se preocupar demasiadamente em construir um longo texto, com escrita elegante, o que poderia retardar a publicao. Segundo, textos menores so mais fceis de ler e se espalham com rapidez. 

Em novembro passado, seguindo a estratgia tpica de outras empresas do mundo digital, a exemplo do Google e do Facebook, o Twitter fez seu IPO, entrou na bolsa de valores e hoje vale em torno de 50 bilhes de dlares. Por que essa manobra  fundamental para garantir a sobrevivncia de qualquer companhia inovadora do Vale do Silcio? 
Por duas razes. Primeiro, o montante de dinheiro que se levanta com a venda de aes permite concretizar investimentos que no seria possvel fazer de outra forma. Alm disso, ao se tornar pblica a empresa mostra a todos a que veio. A partir do IPO  necessrio ser totalmente transparente em relao s operaes, ao faturamento, dar visibilidade total ao andamento da companhia.  a prova mxima de que a ideia est madura o suficiente para continuar a crescer. 

H uma srie de consultores da indstria digital que acreditam que as redes sociais esto formando uma segunda bolha da internet, similar  que estourou no fim dos anos 90 e levou o setor  beira da falncia. Essa bolha vai explodir? 
Existe uma diferena brutal em relao ao cenrio de quinze anos atrs. Hoje, as empresas esperam estar amadurecidas, com alguns anos de trajetria, receita estabelecida, informaes financeiras slidas e provas de sucesso, para ofertar suas aes na bolsa de valores. No passado, cinco garotos com uma boa ideia conseguiam vender aes de sua startup em questo de meses. Era arriscadssimo, j que se apostava s cegas. A indstria aprendeu com o erro, que no se repetir. 

Multinacionais de fora do setor, ou mesmo celebridades, a exemplo do ator Ashton Kutcher, ou polticos de renome, como o ex-vice-presidente americano Al Gore, quiseram comprar o Twitter em vrias situaes. Por que tanta gente passou a cobiar pedaos de empresas do Vale do Silcio? 
Quem  de fora do Vale comeou a perceber que os softwares que criamos no s transformam o mundo da tecnologia como esto revolucionando as mais diversas indstrias, como a de filmes, a de msica ou a dos esportes. 

H tambm uma batalha entre os gigantes do Vale para ver quem consegue comprar qual startup. A estratgia de adquirir um grande nmero de empresas iniciantes  uma forma de garantir a prpria sobrevivncia? 
Essas aquisies servem para acelerar o crescimento da empresa. Esse tipo de ttica  uma tradio do Vale do Silcio que tem ganhado fora. Ocorre que muitas vezes  mais fcil integrar uma equipe que est desenvolvendo tecnologias interessantes do que passar a criar do zero as mesmas inovaes. Quando o Twitter comeou a desenvolver tecnologias de anncios para dispositivos mveis, resolvemos comprar a MoPub, startup que j fazia isso e que pde agilizar nosso processo. Tambm foi essa ideia que motivou o Google a comprar o YouTube, em 2006. 

Mas no so exageradas as fortunas, de bilhes de dlares, que se pagam por essas startups, muitas das quais nem possuem receita? 
 tudo uma questo de escala. Quem compra precisa calcular se o retorno a mdio prazo ser suficiente para justificar o bilho investido. Esse retorno pode vir tanto do lucro da empresa adquirida quanto da forma como ela ajudou a acelerar o negcio do comprador. Quando o Google adquiriu o YouTube por mais de 1 bilho de dlares, muitos acharam que era uma aposta furada. Hoje o site de vdeos  um sucesso tremendo, em vrios sentidos, e o que muitos queriam era voltar ao passado para comprar o YouTube por bilhes de dlares. 

No recm-lancado A Ecloso do Twitter, o escritor americano Nick Bilton conta como a histria da rede foi repleta de tenses entre seus quatro criadores, Biz  Stone, Evan Williams, Jack Dorsey e Noah Glass, que brigaram pela liderana e hoje no tm poder sobre o dia a dia da empresa. Esses bastidores tensos, com brigas frequentes entre fundadores, que depois se veem substitudos por executivos mais experientes no comando, so normais nas empresas do mundo digital? 
Sempre h esse tipo de problema numa startup, seja ela constituda por jovens, seja composta de profissionais experientes. Todos partem de uma ideia inicial com a qual concordam, mas que depois comea a tomar forma rapidamente, criando discusses em torno de qual caminho seguir.  a que comeam as brigas. Esse tipo de embrulho pode matar uma startup logo no incio, afugentando investidores ou tirando o foco do produto que se est criando. A melhor soluo para contornar o problema  contratar funcionrios competentes, capazes de resolver problemas e de auxiliar na resoluo de empecilhos, em vez de chamar amigos prximos, mas inexperientes, para ocupar altos cargos apenas para agrad-los. Muitos escolhem a segunda opo, o que leva  morte da startup. Se preciso, muitas vezes  necessrio rever se os fundadores devem ou no permanecer na empresa que criaram. O mais importante, no fim das contas,  proteger a ideia que motiva a companhia e garantir seu crescimento, independentemente de rixas. Por que a cultura de inovao e empreendedorismo deu to certo no Vale do Silcio mas no vinga em outros lugares, como o Brasil? 
Fora do Vale, empreendedores que falham so tachados de fracassados e malvistos pela sociedade. No Vale, no h o estigma da falha. Essa  a principal razo de nosso sucesso. Se algum tenta construir algo, mas no d certo, ele no  julgado por outros empreendedores ou por investidores. O erro pode mostrar que se aprenderam muitas lies e que a pessoa est credenciada a tentar novamente, tanto se quiser voltar a empreender quanto num cargo em outra empresa. Essa cultura de apoiar a tentativa e, quando ocorre, o erro est impregnada no Vale e leva a muitos sucessos fenomenais. Mas no existe nessa intensidade em outros pases nem em outros lugares dos Estados Unidos. Esse cenrio, felizmente, est mudando. Recebi um e-mail de uma marroquina pedindo ajuda para abrir uma startup em seu pas. Vejo surgir startups ao redor do mundo, como no Brasil. Isso s est sendo possvel porque a cultura do Vale de permitir que empreendedores errem para um dia acertar em cheio est se espalhando pelo resto do mundo. 

Por que redes sociais, a exemplo do Twitter, fazem tanto sucesso no Brasil, com o pas figurando sempre entre os primeiros colocados em nmero de usurios? 
Nossos estudos revelam que os brasileiros amam demais conectar-se com amigos e com celebridades de seu interesse, como jogadores de futebol. O Brasil tem uma cultura que valoriza as interaes sociais, o que  espelhado nas redes. Isso no  de hoje. O Orkut, que vi nascer de perto quando eu trabalhava no Google (dono do Orkut), tinha como pblico principal os brasileiros. 


1#4 MALSON DA NBREGA  UMA NOVA IDEIA PARA DESENVOLVER O NORDESTE
     Apareceu uma nova ideia para desenvolver o Nordeste. Tem a educao como base e difere radicalmente de polticas anteriores. As primeiras aes em favor da regio visavam ao abastecimento de gua. O horror da Grande Seca (1877-1879), com seu rastro de fome e morte, levou dom Pedro II a aprovar a construo do Aude do Cedro, no Cear, iniciada em 1890 e concluda em 1906 (como se v, atrasos na execuo de obras pblicas no so dos dias atuais).  dessa poca a ideia de transpor guas do Rio So Francisco para a regio semirida. Em 1909, surgiu a Inspetoria de Obras contra as Secas (Ifocs), que mais tarde viraria departamento  Dnocs. 
     A construo de audes  agora tambm destinados  irrigao  seria a principal estratgia de ao do governo na rea das secas. Foi a chamada "fase hidrulica", que viria a ser mantida e ampliada com a Revoluo de 1930. Muitos desses audes, entretanto, viraram "cemitrios d'gua". Nos anos 1950, a rea irrigada do Nordeste correspondia a menos de 10% da implantada no Oeste dos Estados Unidos.  
     Uma nova grande seca (1958) contribuiria para mudar rumos. A Sudene foi criada em 1959 como reao ao desemprego no campo, ao xodo rural e  "indstria da seca" (corrupo no uso dos recursos para atendimento s populaes atingidas pela estiagem). Alm disso, percebera-se que a industrializao aumentava o fosso entre o Nordeste e o Centro-Sul. Cabia, pois, ampliar o parque industrial nordestino. O autor do diagnstico, impregnado de vises intervencionistas da Cepal sobre industrializao, foi Celso Furtado, que viria a ser o primeiro superintendente da Sudene. 
     Os instrumentos de ao da autarquia eram os incentivos fiscais e o crdito subsidiado dos bancos federais. Mais tarde, os governos estaduais da regio passaram a competir uns com os outros para atrair indstrias mediante incentivos fiscais do ICMS. Instaurou-se a "guerra fiscal", que se espalharia pas afora, gerando distores e piorando o sistema tributrio. Passados mais de cinquenta anos, o resultado no deixa de ser decepcionante. O Nordeste progrediu,  verdade, mas comparativamente no saiu do lugar. Como o resto do pas tambm cresceu, a regio representa hoje 13,5% do PIB, praticamente a mesma proporo de 1958 (13%). 
     Estudos e experincias recentes tm questionado a estratgia de desenvolvimento regional adotada no Nordeste. Nos tempos da criao da Sudene, dizia-se que a educao seria efeito e no causa do desenvolvimento. Hoje se fala o contrrio. O baixo investimento em educao  e no a insuficincia de investimento produtivo (a tese de Furtado)  explicaria o atraso de regies do pas. 
     O principal defensor da nova tese  o economista pernambucano Alexandre Rands Barros, professor da Universidade Federal de Pernambuco. Suas pesquisas mostram uma concluso surpreendente. Para ele, se o Nordeste tivesse o padro educacional do Sudeste e do Sul, as desigualdades regionais desapareceriam. Ou seja, diz ele, "a educao  o nico determinante do atraso relativo da regio". 
     Barros escreveu um dos captulos do livro organizado por Fbio Giambiagi e Cludio Porto (Propostas para o Governo 2015/2018, 2013). Ele prope uma nova poltica de desenvolvimento regional que buscaria reduzir as desigualdades em educao, tanto a qualidade quanto a quantidade disponvel. Inverses em infraestrutura permitiriam o florescimento de novos empreendimentos, que teriam perfil adequado para absorver mo de obra mais qualificada. Evitar-se-iam, assim, sua migrao para outras regies e a reduo do efeito das novas polticas. Professores teriam bonificao por desempenho de seus alunos e os melhores estudantes receberiam bolsas de estudo. A Sudene se converteria em rgo de apoio gerencial, gerao de informaes e outras funes associadas  nova estratgia. 
     O espao no permite registrar todas as ideias de Barros. Elas so uma grande novidade. Merecem a ateno do governo, das lideranas polticas e empresariais, e dos que se preocupam com o desenvolvimento do Nordeste. Uma coisa  certa. O Brasil ser to mais justo e prspero quanto menores forem as desigualdades regionais.
MAILSON DA NOBREA  economista


1#5 LEITOR
BARBRIE NO MARANHO
Finalmente uma reportagem sria sobre o gravssimo problema da sempre crescente criminalidade no Brasil ("Por que ela morreu", 15 de janeiro). No meu tempo de juventude, h cerca de quarenta anos, podia-se namorar no carro. Hoje, no podemos parar na sinaleiro que somos assaltados. Haver limite para isso? No vejo nenhum dos pretendentes  Presidncia da Repblica preocupado com esse tema. Hoje, quem tem condies no fica no Brasil, lamentavelmente. 
JOO TEODORO DA SILVA 
Curitiba, PR 

O Brasil, infelizmente, no tem histrico de luta contra o crime. O que vimos e vemos so ensaios cinematogrficos logo aps a ocorrncia de uma tragdia. No vislumbro que os fatos ocorridos no Maranho possam ter sensibilizado os nossos governantes a ponto de, a exemplo da Venezuela, lanarem um pacto contra o crime a fim de buscar solues contra a criminalidade. Temos um Sistema de Justia Criminal que, a despeito do esforo de seus servidores (policiais, juzes, promotores pblicos, defensores e agentes penitencirios), no consegue dar a devida punio aos que agridem e matam dia aps dia os cidados e cidads que vivem no Brasil, seja por absoluta falta de condies estruturais a esses servidores brasileiros, seja por um arremedo de leis fracas e bem camaradas com os bandidos, em detrimento do homem de bem da nossa sociedade, seja por oferecer aos criminosos provisrios ou condenados pouqussimas chances de ressocializao, devido aos presdios superlotados e sem condies mnimas de salubridade. Em Mato Grosso do Sul h um fato que demonstra com muita clareza o que vemos  exausto pelo pas. Um jovem foi preso pelas policias 48 vezes por furto, roubo e tentativa de homicdio. As polcias cumpriram seu papel ao retirar das ruas o criminoso, mas a fragilidade das leis no conseguia mant-lo preso e o soltava... para continuar atacando e agredindo a sociedade. At quando vamos ver outras Anas Claras serem queimadas e se tornarem estatstica? Talvez at deixarmos de ser hipcritas e encararmos de frente esse problema com medidas srias e menos cinematogrficas. 
CARLOS ALBERTO DAVID DOS SANTOS 
Coronel e comandante-geral da PM/MS 
Presidente do Conselho Nacional dos Comandantes-Gerais das PM e CBM (CNCG/PM-CBM) 
Campo Grande, MS

O estadista que vai vencer a guerra contra o crime est no imaginrio de poucos brasileiros honrados.
RENATO LUIZ MUSSO
So Paulo, SP

Governadora Roseana Sarney, a senhora envergonha todos os brasileiros com um mnimo de decncia. Como mulher e me, fico mais envergonhada ainda. Como mdica, fico enojada. Tive nuseas quando a ouvi na televiso. Fosse a pequena Ana Clara sua filha ou neta, a senhora teria a mesma cara de pau de falar o que falou? Desde quando a melhora dos ndices econmicos, o que no  o caso do Maranho, gera aumento da criminalidade? Todo mundo sabe que o seu estado est longe de ser um lugar bom para viver. A senhora e sua famlia podem enganar alguns, mas no todos. Crie vergonha na cara. 
JURACI SAMPAIO GARDIN PELLEGRINI 
Rio Claro, SP 

Como maranhense, fico triste por tudo o que acontece no sistema carcerrio de nosso estado e, diante da declarao de nossa governadora, que diz que o Maranho  um estado rico, eu simplesmente me sinto envergonhado. Rica mesmo  essa famlia que h meio sculo sustenta uma poltica coronelista em nosso estado, no qual ela e seus poucos aliados tm tudo e no sobra nem a comida do dia a dia para o nosso pobre povo, pacato e honesto. Ana Clara morreu por falta de polticas pblicas eficientes no Maranho, onde mais de 60 milhes de reais foram devolvidos aos cofres do governo federal por falta de projetos para a construo de presdios. 
WEYDMAN VITRIO DE SOUSA 
So Lus, MA 

VEJA mostrou o retrato de uma terra sem lei e de um povo refm de seus prprios governantes. Para o maranhense, a imprensa nacional representa a luz no fim do tnel. Um escape. Uma proteo contra o seu principal algoz: o cl Sarney. Mais do que os problemas do complexo penitencirio de Pedrinhas (o Brasil os conhece h muito tempo, porm os renega), a morte de uma inocente fez com que os noticiosos jogassem luz sobre a sofrvel situao do Maranho. Talvez agora o povo se liberte. Quem sabe, no futuro, possamos dizer: toda liberdade tem um preo  e essa, infelizmente, custou a vida da menina Ana Clara. 
ANDR AURELIANO DE SOUSA 
Lago da Pedra, MA 

Pobre menina Ana Clara. Mais uma vtima inocente dos nossos governantes ruins. No conseguimos fazer um pas minimamente decente e ainda queremos organizar Copa do Mundo e Olimpada. Seria muito melhor se concentrssemos os recursos e esforos para melhorar a vida do nosso povo. No podemos mais conviver com esses episdios horrorosos no Brasil. 
GUILHERME AUGUSTO BARUCKE MARCONDES 
Santa Rita do Sapuca, MG 

At quando aceitaremos essa falta de comprometimento do Estado conosco a respeito da segurana pblica? Ser que, se o que aconteceu com Ana Clara ocorresse com filhos, netos ou sobrinhos de polticos, estes permaneceriam irresponsavelmente inoperantes? O que falta acontecer? Lamentvel. 
FERNANDO SOUZA 
Salvador, BA 

Sou prova de que os bandidos esto dominando o Brasil. Sou comerciante, e moro em uma cidade com cerca de 50.000 habitantes (Monte Carmelo) onde no falta emprego, riqueza e mesmo assim fui vtima de assalto e roubo quatro vezes em trs meses, por jovens que no querem trabalhar, e sim viver do crime. 
JOS ANTONIO DOS SANTOS 
Monte Carmelo, MG 

Somente polticos estadistas que enxergam muito alm das eleies sero capazes de enfrentar a escalada da violncia no Brasil. A curto e mdio prazo, a violncia s ser controlada com leis penais rgidas, polcia mais bem estruturada e Justia rigorosa. A longo prazo, com prioridade absoluta,  preciso um bem elaborado Programa de Promoo Integral  Famlia, com fundamento em princpios ticos e valores morais. A famlia  a base (art. 226 da Constituio Federal). Quem forma a cidadania  a famlia. Portanto,  preciso um Programa Famlia Cidad. Governo e sociedade precisam se unir. H necessidade de um pacto envolvendo os poderes do Estado. A violncia  prova da ineficincia do Estado e da passividade da nao. Famlia fortalecida  sociedade segura. 
LUIZ NRI PACHECO DOS REIS 
Florianpolis, SC 

A reportagem "Por que ela morreu" afirma que sou scio do senhor Luiz Carlos Cantanhede Fernandes, dono da Atlntica Segurana. Tambm faz referncia  empresa Lunus. Esclareo que a nica sociedade que tive com o senhor Luiz Carlos Cantanhede Fernandes foi na empresa Pousada dos Lenis Empreendimentos Tursticos Ltda., desfeita em maro de 2008. Essa mesma notcia foi divulgada em 9 de janeiro, no jornal O Estado de S. Paulo, e em 10 de janeiro, no jornal O Globo, j retificada. No que se refere  Lunus, informo que os fatos ocorridos em 2002 j foram esclarecidos pelo Poder Judicirio, que constatou no haver nada de ilcito. 
JORGE MURAD 
So Lus, MA 

CARTA AO LEITOR 
A Carta ao Leitor "A lio da Venezuela ao Brasil" (15 de janeiro) deveria ser proclamada em cultos religiosos, lida nos canais de TV antes das novelas e publicada em todos os jornais do Brasil. Foi feliz o editor, pois escancarou de modo honesto ao povo a anomia perniciosa e desumana da presidente do Brasil para com a guerra instalada na nossa sociedade. 
MARCO APARECIDO DOS SANTOS 
Recife, PE 

GUSTAVO IOSCHPE 
O timo Gustavo Ioschpe outra vez escreve bem sobre a educao no Brasil no artigo "Por que no falar a verdade, ministro?" (15 de janeiro). Cidado com a sua qualificao deveria ser mais ouvido, Ioschpe explica, repete, insiste e, mesmo assim, o indigente governo brasileiro no consegue fazer um movimento sequer na direo certa.  triste o destino do Brasil, governado por uma corja sem competncia, sem escrpulos e sem vergonha na cara. 
ELIAS MACANHI 
Rio de Janeiro, RJ 

LYA LUFT 
No artigo "E agora o que fazemos?"(15 de janeiro), Lya Luft conseguiu sintetizar o turbilho de sentimentos que todos os brasileiros ticos e no alienados esto sentindo neste incio de 2014. Um texto que serve para ajudar aqueles que trabalham de forma honesta e procuram construir uma histria de vida digna e com valores. Ou seja, serve para motivar qualquer brasileiro que queira somar um pouco ao mundo. Parabns, Lya. 
TALES RUBENS DE NADAI 
Amrico Brasiliense, SP 

WALTER FELDMAN
Com referncia  nota "Licena para fazer poltica" (Holofote, 15 de janeiro), quero afirmar que em outubro, durante licena mdica devido a uma cirurgia oftalmolgica com edema palpebral, respeitei a orientao clnica e no compartilhei nenhuma atividade poltica. Apenas coloquei em minha conta no Twitter a participao na TV Cidade, de Osasco, que havia ocorrido em setembro. No que diz respeito  licena de maio, contrariando orientao mdica e tendo em vista a gravidade da situao na sade pblica, em Barretos, comprovada pela imprensa local, no pude deixar de acatar o convite da Santa Casa de Misericrdia de Barretos. Desobedeci  orientao mdica, porm, para atender a um caso de extrema relevncia. Durante visita  Santa Casa, fiquei chocado ao ver que, naquele momento, o Pronto-Socorro Infantil fechava as portas. Em seguida, destinamos recursos atravs de emenda parlamentar. No decorrer do dia, aceitei uma solicitao de entrevista por telefone para uma rdio da cidade do Recife (PE). Quando o trabalho em prol da sociedade  o foco, no h o que temer. 
WALTER FELDMAN 
Mdico e deputado federal (PSB-SP) 
Braslia, DF 

TRANSPORTES 
Sobre a reportagem "Os scios do poder" (15 de janeiro), informo que a contratao da empresa J. Nasser Engenharia Ltda. para a obra de revitalizao do Porto de Manaus ocorreu aps procedimento administrativo regular, a cargo do Dnit Braslia, cujo respectivo edital, com as regras inerentes ao certame, ficou  disposio de todas as empresas do pas. A contratao em Regime Diferenciado de Contratao (RDC) se deu pela necessidade urgente de revitalizao de parte do Porto de Manaus at a Copa do Mundo da Fifa, sendo tal escolha feita pelo Dnit. Por ser humanamente impossvel a entrega do projeto completo at a Copa, foi prevista no edital RDC Presencial n 232/2013 a entrega por etapas e em prazos predefinidos. De fato, o scio majoritrio da empresa, senhor Jos Nasser,  amigo e vizinho do senador Alfredo Nascimento, e j o era quando o atual senador foi prefeito de Manaus, superintendente da Suframa, vice-governador do Amazonas e ministro dos Transportes. Essa amizade jamais foi utilizada para vencer licitaes ou obter qualquer tipo de favorecimento pessoal, no se misturando as relaes institucionais com as pessoais. 
MIGUEL NASSER 
J. Nasser Engenharia Ltda. 
Manaus, AM 

J.R. GUZZO 
Sobre o artigo "Mrito? No  aqui" (15 de janeiro), o mrito, no caso,  s do articulista J.R. Guzzo. No mais, penso que um desses avies bem que poderia levar Jos Sarney, Roseana Sarney, Lula, Dilma Rousseff, Renan Calheiros e assemelhados ao velrio da menina Ana Clara, queimada viva no Maranho. Em seguida, a uma visita aos presdios brasileiros  do Maranho ao Rio Grande do Sul. A sim estariam eles em servio, e com todo o cinismo de sempre. Em tempo: o avio estamparia a frase: "Nau dos Insensatos Desatinados". 
IVONETE SILVA MONTEIRO SEIXAS
Parnamirim, RN 

O maravilhoso artigo me fez lembrar o pensamento de Sneca "No h vento favorvel para aquele que no sabe aonde vai" e tambm o jargo militar "A tropa  o espelho do comandante". Estamos perdidos em nossa "nau sem rumo". 
ARMANDO CNDIDO BORGES 
Vinhedo, SP 

Como escreveu J.R. Guzzo,  inconcebvel que a Fora Area Brasileira (FAB) no seja responsabilizada pelo mau uso de seus recursos, incluindo seus comandantes e seus avies. Como brigadeiros e oficiais de todas as patentes, regiamente pagos com o nosso parco dinheirinho, nem sequer so capazes de controlar o uso de uns poucos avies. Esto claramente enquadrados em uma das seguintes categorias: relapsos, incompetentes ou coniventes com polticos corruptos.  inaceitvel que nos deixem  merc de aproveitadores sem escrpulos, como o senador Renan Calheiros. 
ELIAS MAGANHI 
Rio de Janeiro, RJ 

Sou f incondicional dos articulistas da ltima pgina de VEJA, mas, desta vez, vejo-me obrigado a discordar do eminente colunista. Sou militar, embora j na reserva, e sei que as coisas no funcionam como o senhor J.R. Guzzo imagina que, algum dia, possam funcionar. Nem que o Flying Dutchman um dia atracasse no Porto do Rio de Janeiro, algum piloto do Txi Areo FAB teria respaldo de qualquer um de seus superiores por perguntar  terceira maior autoridade da Repblica o motivo de sua viagem, muito menos exigir-lhe uma declarao por escrito. Os polticos do naipe da autoridade citada s vezes esto por baixo, s vezes por cima, mas sempre se saem bem de qualquer constrangimento, uma vez que sua cara  feita do mesmo material que o do casco ao Flying Dutchman. Ao "oficial macho" certamente sobraria uma punio ou uma transferncia para o lugar onde o navio holands foi visto pela ltima vez. Seus chefes continuariam a prestar continncia ao presidente do Senado, que, a essa altura, j estaria com muitos fios de cabelo a mais na cabea... Mrito, realmente, no  aqui. 
PAULO DE LUCCA 
Pouso Alegre, MG 

JONATHAN SACKS 
Maravilhosa a entrevista com o rabino e filsofo ingls Jonathan Sacks ("A conexo bluetooth com Deus", 15 de janeiro). O jornalista Jernimo Teixeira soube elaborar suas perguntas ao entrevistado com sabedoria, e o resultado so respostas objetivas e claras. Nessa entrevista pude aprender e compreender ainda mais sobre Israel e a cultura de um povo to sofrido, que desde seus primrdios luta por um lugar de paz. 
DANIELLE FERREIRA
Natal, RN

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1#6 BLOGOSFERA
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

COLUNA
RICARDO SETTI
FUTEBOL
O holands Clarence Seedorf anunciou sua aposentadoria no futebol, na semana passada, aos 37 anos. De sua passagem de um ano e meio pelo futebol brasileiro, apesar da dedicao que exibiu em campo e das palavras generosas ao ex-time, o Botafogo, duvido que leve saudade. Ao elogiar Oswaldo de Oliveira, ele disse que aprendeu muito com o tcnico, mas que no conseguir, como treinador, ter a mesma pacincia. Para bom entendedor... www.veja.com/ricardosetti 

COLUNA 
AUGUSTO NUNES 
BELA 
Concebida por um casal de professores de educao fsica, ambos gachos, a grande novidade da Copa do Brasil existe h 37 anos. Fernanda Lima vai muito alm do padro Fifa. O colosso admirado em todos os idiomas  o melhor (e o mais belo) legado da Copa da Roubalheira. Pode tambm ser o nico. www.veja.com/augustonunes 

FAZENDO MEU BLOG 
PAULA PIMENTA 
ADOLESCENTE 
No acredite em julgamentos, em pessoas que diminuem os outros s para se sentir melhor. Use as crticas para crescer cada vez mais. Contrarie os que no esperam que voc consiga. Estabelea metas, confie que voc pode chegar aonde quiser e v em direo a isso. www.veja.com/paulapimenta

SOBRE PALAVRAS
MARANHO
No se sabe ao certo se o nome do estado que a famlia Sarney governa h dcadas  nome herdado da Capitania do Maranho, assim balizada em 1535  tem alguma relao com a palavra maranha, existente em portugus desde o sculo XIV e encontrada tambm em castelhano (maraa). Seja como for,  curioso que maranha, o hoje pouco empregado substantivo comum, tenha uma srie de sentidos que giram em torno da ideia de confuso, coisa intrincada, embaraada, enrolada, ardilosa. Dele  um termo de origem tambm obscura, provavelmente pr-romnica  derivamos palavras de uso corrente como emaranhar e emaranhado. Tambm da mesma fonte brotou o substantivo comum maranho, "mentira engenhosa", por meio da ideia de uma maquinao de m-f, uma trama complicada e ardilosa destinada a enganar os incautos
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QUANTO DRAMA
CARTILHA DA SEDUO
Algo que a dramaturgia ensina: jamais subestime o poder de um cafajeste.  uma tese provada e reaplicada h sculos, curiosamente sobre as mesmas bases, como demonstra a mise-en-scne mais do que aprovada de Leandro Dantas, o sommelier sertanejo que Cau Reymond interpreta em Amores Roubados. Confira no blog uma lista com as lies essenciais que o conquistador de ocasio pode aprender com o personagem.
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SOBRE IMAGENS
LIFE
No filme A Vida Secreta de Walter Mitty, a revista Life  quase uma personagem. Mas a maioria das capas mostradas na tela  fictcia, criada especialmente para o filme com fotos reais do acervo da revista. Fundada em 1886 como uma publicao de variedades, a Life foi comprada pelo editor Henry Luce, em 1936, e se transformou na maior referncia do fotojornalismo mundial. Sempre focada em grandes reportagens, a revista contou com um time de excelentes fotgrafos e colaboradores famosos.  o caso do francs Henri Cartier-Bresson, que publicou em 1959 uma reportagem sobre a China. Esse trabalho  um dos raros fotografados por Cartier-Bresson em cores.
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*  Esta pgina  editada a partir dos textos publicados por blogueiros e colunistas de VEJA.com


